7 livros que todo jornalista deve ler
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Seja por trabalho ou lazer, a leitura é uma das principais fontes de aprendizado (senão a maior) para todo jornalista. Mais que obrigação, ler deve ser um hábito diário, incorporado a todas as outras tarefas de seu dia a dia.

Mas não são apenas os livros voltados para os profissionais da comunicação que merecem destaque entre as leituras indispensáveis aos jornalistas. Obras de ficção, biografias e todo o tipo de gênero literário devem fazer parte do cotidiano do profissional que deseja continuar crescendo e se aprofundando na arte de “contar histórias”.

Quer conhecer ainda mais sobre o vasto mundo que cerca a vida de um jornalista? Para você se inspirar e ampliar seus horizontes, separamos 7 livros que merecem um cantinho especial na sua prateleira.

1 – “O Diário de Anne Frank” – Annelies Marie Frank

De 1947, os relatos da adolescente judia se tornaram alguns dos documentos mais importantes sobre a Segunda Guerra Mundial. Seu diário narra, de forma extremamente rica, os acontecimentos da época e a experiência pessoal de uma menina que vive em um esconderijo até ser capturada pelos nazistas. Apesar de não haver a menor pretensão de ter cunho jornalístico, não se pode negar que “O Diário de Anne Frank” é um prato cheio para os profissionais da comunicação. Sensibilidade e também capacidade de contar acontecimentos trágicos de forma eloquente são apenas alguns dos aprendizados para o leitor.

2 – “A Regra do Jogo” – Cláudio Abramo

Considerado como uma das principais figuras responsáveis pela modernização da imprensa do Brasil, Cláudio Abramo deixou após sua morte, em agosto de 1987, um verdadeiro legado aos jornalistas. “A Regra do Jogo”, publicada em 1988, oferece ao leitor depoimentos, reportagens, artigos e opiniões de Abramo que mostram de forma clara a atividade e a trajetória do jornalismo. Além disso, o testemunho de Abramo mostra ao leitor os limites éticos do jornalismo, a participação do autor nos entraves políticos de sua época e o caminho para a revolução de dois dos grandes veículos de informação: a Folha e o Estado de São Paulo.

3 – “Um Bom Par de Sapatos e um Caderno de Anotações” – Anton Tchékhov

O que é necessário para conseguir um bom texto jornalístico? Com o objetivo de escrever o livro “A Ilha de Sacalina”, Anton Tchékhov viajou, em 1890, à Sibéria Oriental para recolher informações sobre a sociedade dominada pelo império russo. O resultado disso foi um guia valioso a todos os estudantes e profissionais de jornalismo que tenham interesse em conhecer métodos para conseguir boas reportagens, observar locais e se relacionar com as fontes. Apesar de datarem de mais de um século, as dicas do médico e escritor continuam sendo consideradas bastante atuais por alguns dos grandes nomes da comunicação.

4 – “O Grande Livro do Jornalismo” – Jon E. Lewis

Claro que o “Grande Livro” não poderia ficar de fora da lista. Editado por Jon E. Lewis, a obra reúne nada menos que 55 textos jornalísticos assinados por grandes nomes da área, como Mark Twain, Jack London, John Reed, Dorothy Parker, Elliott V. Bell, John Dos Passos, John Steinbeck, George Orwell, Relman Morin, Merriman Smith, Norman Mailer, Hunter S. Thompson, Gore Vidal e Jon Krakauer. Além de ser um excelente guia de escrita, “O Grande Livro do Jornalismo” é considerado, sem dúvida e antes de tudo, uma verdadeira obra de história, com reportagens que vão desde o casamento de Grace Kelly até os conflitos no Iraque.

5 – “Entrevista: O Diálogo Possível” – Cremilda de Araújo Medina

Apesar de alguns considerarem o livro de Cremilda de Araújo Medina exageradamente acadêmico, a verdade é que a autora proporciona considerações bastante relevantes sobre a técnica da entrevista. Mostrando a importância da interação no lugar do autoritarismo, a obra passa ao leitor pontos fundamentais para o estabelecimento de uma relação positiva com o entrevistado. Talvez a maior mensagem do livro seja a clareza acerca da necessidade do profissional de comunicação aprender a escutar. Pode parecer simples, mas o ato de ouvir atentamente pode ser mais importante do que o de fazer perguntas.

6 – “Jornalismo Digital” – Pollyana Ferrari

Com todas as mudanças tecnológicas dos últimos anos, os veículos de comunicação digitais têm ganhado força, e estar por dentro das tendências é fundamental para qualquer profissional de comunicação. Atualmente, as pessoas utilizam a internet praticamente o dia inteiro em busca de informação, e aprender técnicas práticas e conhecer a teoria por trás desse novo campo de trabalho para os jornalistas é, sem dúvida, uma boa aposta. O livro da Professora Pollyana Ferrari reúne orientações que auxiliam no aprimoramento dos profissionais que desejam se engajar no jornalismo da era digital.

7 – “A Sangue Frio” – Truman Capote

Se você gosta de jornalismo investigativo, “A Sangue Frio” tem que estar presente em sua biblioteca pessoal. O livro nasceu a partir de um caso de assassinato no Kansas, onde ocorreu a chacina de toda a família Clutter. A partir do fato, Truman Capote reconstitui a trajetória dos assassinos, passando pela vida dos membros da família e pela comunidade local. Com certeza um dos principais fatores para o sucesso da investigação de Capote foi o vínculo estabelecido com as fontes, mas não só isso. Em sua obra, o autor mostra que as histórias contadas são mais ricas quando o profissional capta a essência dos acontecimentos, o que é perpassado pela emoção de quem vivenciou a história.

É claro que há uma verdadeira infinidade de livros que merecem destaque, mas para começar, as 7 obras citadas não só podem como devem ser lidas e relidas. Quais outros livros você considera como fundamentais a todos os jornalistas? Deixe-nos saber sua opinião!