Mapa de empatia: o que é, como fazer e exemplo pronto para usar

Resposta rápida: o mapa de empatia é um quadro de uma página que organiza o que o seu cliente pensa e sente, vê, ouve, fala e faz, além das dores e dos ganhos que ele busca. Ele serve para a empresa parar de adivinhar e começar a escrever, vender e atender a partir do ponto de vista de quem compra.
Quase toda empresa diz que conhece o cliente. Na hora de escrever uma página de vendas, porém, o texto sai falando da empresa, dos prêmios, da "qualidade e compromisso". O cliente lê, não se reconhece e vai embora. O mapa de empatia existe para resolver exatamente esse descompasso.
Neste guia você vai ver de onde a ferramenta veio, como preencher cada parte sem inventar respostas, um exemplo completo e, principalmente, como levar o resultado para o seu conteúdo.
De onde veio o mapa de empatia
A ferramenta foi criada por Dave Gray, fundador da consultoria XPLANE, e ficou conhecida depois do livro Gamestorming (2010), que ele escreveu com Sunni Brown e James Macanufo. Mais tarde, Alexander Osterwalder incluiu o mapa no livro Business Model Generation como apoio para entender o segmento de clientes do Canvas.
Em 2017, o próprio Gray publicou uma versão atualizada. A principal mudança foi colocar no topo duas perguntas antes de tudo: com quem estamos tentando ter empatia e o que essa pessoa precisa fazer. Parece detalhe, mas evita o erro mais comum: preencher o mapa para "todo mundo".
Os seis quadrantes, um por um

| Quadrante | Pergunta que você responde | Onde achar a resposta |
|---|---|---|
| Pensa e sente | O que tira o sono dele? O que ele não fala em voz alta? | Entrevistas, conversas de vendas, avaliações |
| Vê | Que ofertas, concorrentes e ambientes ele vê no dia a dia? | Redes sociais, sites concorrentes, rotina do cliente |
| Ouve | Quem influencia a decisão dele: chefe, sócio, amigos, influenciadores? | Perguntas do tipo "quem mais participa da compra?" |
| Fala e faz | O que ele diz em público e como age de fato? | Comentários, e-mails, histórico de compra |
| Dores | Medos, frustrações e obstáculos | Reclamações, objeções de venda, suporte |
| Ganhos | O que ele quer conquistar e como mede sucesso | Depoimentos de clientes satisfeitos |
Um detalhe importante: o quadrante "fala e faz" costuma revelar contradições. O cliente diz que escolhe pelo preço, mas compra de quem responde mais rápido no WhatsApp. Essas contradições são ouro para quem escreve.
Como fazer um mapa de empatia em 5 passos
- Escolha uma pessoa só. Um perfil por mapa. "Dona de clínica odontológica com dois consultórios" funciona; "empreendedores" não.
- Defina o que ela precisa fazer. Exemplo: "atrair mais pacientes particulares sem depender de convênio".
- Junte informação real antes de abrir o quadro. Converse com cinco ou seis clientes, leia avaliações, peça ao time comercial as objeções que mais escutam. O Nielsen Norman Group, referência em pesquisa de experiência do usuário, recomenda que o mapa nasça de pesquisa qualitativa, não de suposições da equipe.
- Preencha com frases do próprio cliente. Use post-its ou um quadro online. Sempre que puder, escreva a frase como ela foi dita: "não tenho tempo para postar".
- Feche com dores e ganhos priorizados. Marque as três dores mais fortes e os três ganhos mais desejados. São eles que vão guiar o texto.
Exemplo de mapa de empatia preenchido
Pessoa: Carla, 41 anos, dona de uma loja de roupas com e-commerce próprio.
O que precisa fazer: aumentar as vendas online sem gastar mais com anúncios.
- Pensa e sente: "Pago anúncio todo mês e parece que o dinheiro some." Sente que está sempre atrasada em relação aos concorrentes.
- Vê: lojas maiores com blog, vídeos e frete grátis. Vê o próprio Instagram com pouco engajamento.
- Ouve: a contadora pedindo para cortar custos; amigos dizendo que "agora é tudo no TikTok".
- Fala e faz: diz que não tem tempo para conteúdo, mas responde clientes até meia-noite.
- Dores: custo de anúncio alto, falta de tempo, medo de investir em algo que demora a dar resultado.
- Ganhos: receber visitas do Google sem pagar por clique, ter descrições de produto que convencem, sobrar tempo para a loja.
Repare como esse mapa já entrega o tom de uma página de vendas para a Carla: falar de custo por venda, de tempo economizado e de resultado previsível. Nada de "soluções inovadoras".
Do mapa ao conteúdo: onde ele realmente paga a conta

O mapa só tem valor se mudar o que você publica. Veja como cada parte vira texto:
- Dores viram títulos e pautas. "Anúncio caro" vira o artigo "Como vender online sem depender só de anúncios".
- Ganhos viram a sua proposta de valor e a promessa principal da página.
- "Ouve" mostra a quem responder. Se a contadora pesa na decisão, inclua números de retorno.
- "Fala e faz" define o tom de voz. Se o cliente fala de forma direta, seu texto também deve falar.
- Objeções alimentam a página de vendas e as perguntas frequentes.
Na prática, um bom mapa também melhora o briefing que você entrega para redatores, porque ele explica para quem o texto está sendo escrito.
Mapa de empatia, persona e público-alvo: qual a diferença
| Público-alvo | Persona | Mapa de empatia | |
|---|---|---|---|
| O que descreve | Um grupo amplo | Um cliente ideal fictício | O que esse cliente pensa, sente e vive |
| Exemplo | Mulheres de 30 a 45 anos, classe B | Carla, lojista, 41 anos | "Pago anúncio e o dinheiro some" |
| Melhor uso | Planejar mídia | Dar rosto à estratégia | Escrever, vender e atender melhor |
Eles não competem. O caminho comum é definir o público, criar a persona e usar o mapa de empatia para aprofundar a persona.
Erros que deixam o mapa inútil
- Preencher em reunião, sem falar com cliente. Vira um retrato do que a equipe acha.
- Misturar perfis. Comprador e usuário, quando são pessoas diferentes, pedem mapas diferentes.
- Escrever frases genéricas. "Quer qualidade" não ajuda ninguém. "Quer parar de refazer texto três vezes" ajuda.
- Guardar na gaveta. Revise o mapa a cada seis meses ou quando as objeções de venda mudarem.
Checklist rápido
- Escolhi uma pessoa e o que ela precisa fazer
- Conversei com clientes reais antes de preencher
- Usei frases do próprio cliente
- Priorizei três dores e três ganhos
- Levei o resultado para títulos, página de vendas e perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O que é mapa de empatia?
É uma ferramenta visual que organiza o que um cliente pensa e sente, vê, ouve, fala e faz, além de suas dores e ganhos. Foi criada por Dave Gray, da XPLANE.
Como preencher um mapa de empatia?
Escolha uma pessoa, defina o que ela precisa fazer, colete informações reais com entrevistas e avaliações e preencha cada quadrante usando as palavras do próprio cliente.
Mapa de empatia é a mesma coisa que persona?
Não. A persona descreve quem é o cliente ideal; o mapa de empatia aprofunda o que essa pessoa sente e vive. Os dois funcionam melhor juntos.
Mapa de empatia faz parte do design thinking?
Sim. Ele é muito usado na etapa de empatia do design thinking, quando a equipe busca entender o problema do ponto de vista do usuário.
Quanto tempo leva para fazer um mapa de empatia?
O preenchimento leva de 30 minutos a uma hora. A parte que exige mais tempo é a conversa com clientes, que deve vir antes.
Próximo passo
Com o mapa pronto, o difícil passa a ser transformar tudo isso em textos que o Google encontra e o cliente lê até o fim. Se quiser ajuda nessa parte, conheça os redatores da Meu Redator ou continue lendo sobre marketing de conteúdo no blog.



